Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

O medo sutil da desconexão



Como seria um dia em nossa vida sem a internet? Sabemos que a mídia, como o rádio e a televisão, continuam presentes, mas nada é tão imediato, por exemplo, como as notícias que aparecem em nossos portais favoritos.


Estar desconectado significa parar de interagir nas redes sociais e não tomar conhecimento do que fazem ou deixam de fazer nossos amigos. De alguma forma, isso nos obrigaria a ficar mais conscientes da nossa realidade mais próxima, mais tangível.


Isto quer dizer que devemos desligar todos os nossos dispositivos eletrônicos e viver sem internet? Claro que não. Ela é um meio de comunicação de grande importância:nos comunicamos com outras pessoas, adquirimos novos conhecimentos e trabalhamos; enriquece nossa vida cotidiana e nos permite crescer, aprender e criar.
No entanto, como em todas as coisas na vida, a chave está no equilíbrio.
– Não se torne obsessivo. Se ficar 20 minutos sem consultar o telefone celular, por exemplo, não “perderá muitas coisas”.
– A internet é uma ferramenta valiosa, mas devemos aceitá-la como um auxílio para a nossa vida diária, uma chave de acesso para outras dimensões, mas não um modo de vida.
– Podemos estar perdendo muitas coisas que acontecem na nossa vida diária quando focamos somente nas redes sociais.

A vida não é feita de momentos postados nas redes sociais, e sim de momentos gravados em nosso coração, até mesmo no silêncio e cumplicidade daqueles que amamos.


Fonte;  A Mente Maravilhosa

Amor Eterno

Você acredita? Então vejam essa matéria que assisti no programa" Estudio i" na Globo News.
Casal comemora Bodas de Cacau

Photobucket

Um casal britânico, de Plymouth, Devon, completou 81 anos de casamento no que pode ser a união mais longa da Grã-Bretanha. Frank e Anita Milford, que moram juntos em uma casa de repouso em Plymouth, Devon, se casaram no dia 26 de maio de 1928. Frank tem 101 anos e Anita deve completar 101 em junho. Em fevereiro eles poderão quebrar o recorde de casal britânico com a mais longa união. O casal afirma que ainda tem pequenas discussões, mas sempre se beijam e abraçam antes de dormir.

O par se encontrou em um clube de dança da Associação Cristã de Moços, em Plymouth, em 1926, e se casaram dois anos depois. O casal afirma que não há “segredo mágico” para manter um casamento por tanto tempo.

Eles têm dois filhos, cinco netos e sete bisnetos. O filho de 74 anos, que também se chama Frank, afirmou que o principal segredo da felicidade dos pais é que, simplesmente, os dois são felizes juntos. “Eles se divertiram, aproveitaram muito a vida e sempre foram satisfeitos com o que tinham”, afirmou.

Uma lenda atribui uma falsa etimologia a que na antiga Judéia tinha-se o costume de matar um cabrito para o churrasco nas comemorações de casamento ou aniversário de casamento. Com o tempo, o cabrito foi substituído pela fêmea do bode, cuja carne era muito mais macia. Matar a fêmea do bode, a "boda", era sinal de que haveria festa. Devido a isto o nome "boda" passou a ser sinônimo de festa, hoje em dia mais falada para casamentos.

Para cada ano, existe um material que representa uma nova etapa. É tradicional na cultura ocidental, se comemorar com bodas os eventos relativos ao casamento, e com o jubileu, outros fatos marcantes da vida social.


Agora por curiosidade conheça o símbolo de cada boda de casamento:

Anos Designação

1 Bodas de Papel
2 Bodas de Algodão
3 Bodas de Trigo ou Couro
4 Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 Bodas de Madeira ou Ferro
6 Bodas de Perfume ou Açúcar
7 Bodas de Latão ou Lã
8 Bodas de Papoula ou Barro
9 Bodas de Cerâmica ou Vime
10 Bodas de Estanho ou Zinco
11 Bodas de Aço
12 Bodas de Seda ou Ônix
13 Bodas de Linho ou Renda
14 Bodas de Marfim
15 Bodas de Cristal
16 Bodas de Turmalina
17 Bodas de Rosa
18 Bodas de Turquesa
19 Bodas de Cretone ou Água-marinha
20 Bodas de Porcelana
21 Bodas de Zircão
22 Bodas de Louça
23 Bodas de Palha
24 Bodas de Opala
25 Bodas de Prata
26 Bodas de Alexandrita
27 Bodas de Crisopázio
28 Bodas de Hematita
29 Bodas de Erva
30 Bodas de Pérola
31 Bodas de Nácar
32 Bodas de Pinho
33 Bodas de Crizo
34 Bodas de Oliveira
35 Bodas de Coral
36 Bodas de Cedro
37 Bodas de Aventurina
38 Bodas de Carvalho
39 Bodas de Mármore
40 Bodas de Rubi ou Esmeralda
41 Bodas de Seda
42 Bodas de Prata Dourada
43 Bodas de Azeviche
44 Bodas de Carbonato
45 Bodas de Platina ou Safira
46 Bodas de Alabastro
47 Bodas de Jaspe
48 Bodas de Granito
49 Bodas de Heliotrópio
50 Bodas de Ouro
51 Bodas de Bronze
52 Bodas de Argila
53 Bodas de Antimônio
54 Bodas de Níquel
55 Bodas de Ametista
56 Bodas de Malaquita
57 Bodas de Lápis Lazuli
58 Bodas de Vidro
59 Bodas de Cereja
60 Bodas de Diamante ou Jade
61 Bodas de Cobre
62 Bodas de Telurita
63 Bodas de Sândalo ou Lilás
64 Bodas de Fabulita
65 Bodas de Ferro
66 Bodas de Ébano
67 Bodas de Neve
68 Bodas de Chumbo
69 Bodas de Mercúrio
70 Bodas de Vinho
71 Bodas de Zinco
72 Bodas de Aveia
73 Bodas de Manjerona
74 Bodas de Macieira
75 Bodas de Brilhante ou Alabastro
76 Bodas de Cipreste
77 Bodas de Alfazema
78 Bodas de Benjoim
79 Bodas de Café
80 Bodas de Nogueira ou Carvalho
81 Bodas de Cacau
82 Bodas de Cravo
83 Bodas de Begônia
84 Bodas de Crisântemo
85 Bodas de Girassol
86 Bodas de Hortênsia
87 Bodas de Nogueira
88 Bodas de Pêra
89 Bodas de Figueira
90 Bodas de Álamo
91 Bodas de Pinheiro
92 Bodas de Salgueiro
93 Bodas de Imbuia
94 Bodas de Palmeira
95 Bodas de Sândalo
96 Bodas de Oliveira
97 Bodas de Abeto
98 Bodas de Pinheiro
99 Bodas de Salgueiro
100 Bodas de Jequitibá

Convido à todos a conhecerem um novo espaço de crônicas - Quiosque do Pastel - um blog elaborado por Lu Cavichioli, que contará com a colaboração de vários amigos como: Rosemari, Joice Worm, Madalena Barranco, Luiz Ramos, Marcos Santos entre outros.

Aproveito o momento de inauguração e celebração para oferecer ao Quiosque do Pastel o Prêmio da Proximidade.
Photobucket

A influência das cores

A consciência sobre as cores sempre esteve presente no humano, desde o tempo que ele andava em um universo verde atento para um alerta vermelho, fosse fruta, animal ferido ou fêmea no cio.
Hoje em dia, já sabemos que a cor das coisas depende da onda de luz que refletem, mas antes a natureza das cores era algo misterioso.Na renascença a natureza das cores foi estudada por Leon Battista Alberti. Sendo este contemporâneo a Da Vinci, Alberti o influenciou. Leonardo Da Vinci reuniu informações e tudo virou um livro, o Tratado da pintura e da paisagem. Nele, Da Vinci afirmava que as cores eram uma propriedade da luz e o branco/preto eram extremos da luz. Em 1648, Isaac Newton conseguiu decompor uma face de luz e depois tornar a recompô-la por intermédio de lentes invertidas. No século XX, a Psicologia deduziu importantes conseqüências sobre a influência das cores no comportamento humano.

As cores e suas influências no comportamento humano

A Psicologia das cores

Branco: sugere pureza. Dá uma impressão de vazio e de infinito e evoca fresco, limpeza, principalmente quando combinada com o azul.
Preto: silêncio, morte. Quando brilhante, indica nobreza, distinção e elegância. Cor preponderantemente masculina.
Cinza: expressa uma alma duvidosa e neutra. Simboliza a indecisão e a ausência de energia.
Vermelho: força, virilidade, masculinidade, dinamismo. Uma cor exaltante e até enervante. Uma cor quente, que transborda vida e agitação.
Laranja: transborda irradiação e expansão. É acolhedor, quente e íntimo.
Amarelo: uma cor luminosa e muito forte para atrair atenção, seja sozinha ou em conjunto de outras cores. É feliz, vibrante e viva.
Verde: cor universal da natureza. Exalta o frescor, harmonia e equilíbrio, uma cor calma. Quando mais amarelado sugere força ativa, em tons claros e escuros é sempre indiferente e calmo.
Azul: cor profunda. Preferida por adultos, marca uma certa maturidade. Quando sombrio, o azul clama o infinito. Quando mais claro, provoca uma sensação de frescura e higiene, principalmente junto do branco.
Roxo: pensamento meditativo e místico. Assim como o preto, remete nobreza e poder.
Marrom: dá a impressão de algo maciço, denso e compacto. Sugere segurança.
Rosa: é de pouca vitalidade e sugere a feminilidade e afeição. É uma cor íntima, de doçura melosa e romântica.

A Psicologia da combinação de cores.Azul e preto: transmitem antipatia e desvalorizam o conteúdo da mensagem, pela sensação de absurdo.
Azul e branco: conferem harmonia de espírito, idéia de doçura e generosidade.
Vermelho e azul: causam a sensação de força espiritual, requinte e delicadeza, sendo muito empregadas no apelo de vendas.
Vermelho e amarelo: criam sensações de insatisfações, contraste acentuado de calor e impetuosidade.
Amarelo e verde: produz a sensação de eficácia. Visualmente, porém, não é uma combinação agradável, causando a impressão de que “algo está faltando”.
Verde e vermelho: juntos inspiram a natureza, o estado primitivo e o equilíbrio entre frio e o calor.

Maria Claudia Cortes mostra nesse site o resultado de sua Dissertação de Mestrado em flash. Tem som, jogos, a possibilidade de misturar as cores e aconselho ir em Movies ver como cada cor é representada.

Fonte
Photobucket

O Ser Canhoto



Já pensou em ter que recortar sempre com a outra mão? Ou inverter a ordem das cordas do violão e virá-lo para poder tocar? Ou, ainda, ser obrigado a escrever da direita para a esquerda? Se fosse assim sua vida seria um inferno, não? Menos para 10% da população mundial. 

Até poucas décadas atrás, os canhotos eram conhecidos como aqueles que escrevem com a "mão errada", um sinal de dificuldade de aprendizado e indisciplina. Os castigos eram severos! Mas a medicina moderna e as novos conceitos na área de ensino mostraram que essas idéias são falsas, vindas de antigas crenças de povos primitivos.

Uma das histórias mais aceitas para justificar a preferência pelo lado direito diz que os antigos habitantes do hemisfério Norte eram adoradores do Sol e no hemisfério Norte, o Sol parece mover-se para a direita. 

Na Idade Média, a Inquisição queimou os canhotos, como praticantes de bruxarias, mensageiros da morte e enviados do Diabo. Os muçulmanos chegam a ponto de  afirmar que Deus tem duas mãos direitas.


É sabido que o canhotismo tem a ver com a hereditariedade. "Há uma incidência maior de canhotos em famílias onde já existem canhotos". Normalmente, um casal de canhotos tem cinqüenta por cento de chances de ter um filho canhoto: quando o pai ou a mãe prefere a mão esquerda, essa probabilidade cai para não mais de vinte por cento; quando os pais são destros, a probabilidade de terem um filho canhoto é de apenas dois por cento.

A preferência manual está dentro de um contexto muito amplo: a lateralidade, ou seja, a dominância de todo um lado do corpo. Assim, ser canhoto não é apenas escrever com a mão esquerda, mas também preferir todo o seu lado esquerdo, embora o canhoto não perceba isso nitidamente. O lado do cérebro mais desenvolvido - nos canhotos, o direito - está conectado a um número maior de nervos, que recebem todo tipo de informação sensitiva. Portanto, nesse lado preferido , a visão é mais aguda, a pele é mais sensível, os músculos respondem mais prontamente.

As escritas alfabéticas , de modo geral, indiscutivelmente favorecem os destros, porque correm da esquerda para a direita. Nessa direção, o canhoto cobre com a própria mão o que está escrevendo ou acaba torcendo o punho, segurando a caneta com a mão em forma de gancho.

Ser canhoto é fazer um esforço a mais para coisas tão banais do cotidiano que, na verdade, não deveriam exigir esforço algum. Saca-rolhas, torneiras, maçanetas - tudo o que gira, gira para a direita na ditadura dos destros. 

A escassez de utensílios simples como tesouras, talheres, fitas métricas, teclados de computador, mouses ou controladores de jogos (joysticks) adaptáveis transtornam o dia-a-dia e tiram a paciência de muita gente. Para os canhotos, de duas, uma: ou vivem um eterno jogo de desmunhecar ou aprendem a lidar com as coisas usando a mão direita. 

Para aliviar o estresse o jeito é lembrar que, embora sejam minoria, os canhotos são pródigos em "colegas" notáveis. Entre os esquerdinhas famosos está gente de quilate bem pesado, como Albert Einstein, Marilyn Monroe, Michelangelo, Paul McCartney, Jimi Hendrix, Leonardo da Vinci, Napoleão Bonaparte e muitos outros.

Ouro do Jalapão

Photobucket

Comunidades do Jalapão, Tocantins, transformam o capim-dourado em artesanato cobiçado.

De quantos lugares você já ouviu falar no mundo que têm, ao mesmo tempo, dunas de areia, cânions, cachoeiras, e um capim que reluz como ouro? Resposta difícil? Especula-se que há 350 milhões de anos a região do Jalapão tenha sido fundo de um oceano. Mas por obra da natureza, entre os meses de setembro e novembro, seus campos ficam da cor de ouro. É a época da floração e da colheita do capim-dourado.

A arte originou-se no vilarejo de Mumbuca, TO, composto por remanescentes de antigos quilombos que ainda enfrentam sérios problemas sociais, como desnutrição e falta de saneamento básico e doenças, como a hanseníase. O artesanato, no entanto, está começando a melhorar a vida no local. Além disso, a demanda já é tão forte que a técnica hoje é difundida nas diversas vilas da região. Com isso começam a surgir as primeiras associações de produtores, tendo os turistas como principal mercado consumidor.

Homens e mulheres da região vêm trocando a lavoura pelo artesanato. Artesanato que impressionou o estilista Alexandre Herchcovitch a ponto de ele exibir chapéus feitos de capim-dourado em seu desfile primavera-verão 2007, em Nova York.

Matéria publicada na edição 162 (março/2007) da ViverBem

Mas os problemas começam a surgir, estimulados pelo lucro, o aumento da produção começa a desequilibrar o meio-ambiente local. Na opinião dos artesãos locais, com exploração incondicional do artesanato também pode ameaçar a existência da planta, que cresce nas margens dos vários rios que entrecortam o Jalapão.

Além de arrancar o capim pela raiz, os moradores usam o fogo para fazer a colheita. Alguns argumentam que isso ajuda o capim a crescer mais forte depois. Porém, não há estudos conclusivos sobre o assunto. Soma-se a isso outro fator: a linha usada para trançar o capim é extraída do chamado "olho do buriti" . Ou seja, é necessário abater um buriti inteiro para extrair-lhe a parte interior e fazer os fios usados no artesanato.

Por outro lado, a produção também ajudou os moradores que se organizam em cooperativas para produzir e vender peças aos visitantes. A associação de Mumbuca mantém uma casa de vendas no centro do vilarejo, que também serve como centro de reunião para a comunidade artesã.

A alternativa econômica está começando a ajudar a população, uma das mais pobres de toda a região, mas precisa ser administrada com cuidado. Os estudos sobre o assunto agora concentram-se em entender o manejo auto-sustentável do capim. O segundo passo será conscientizar os produtores.

Fonte

Algumas peças feitas com o capim-dourado




Muitos dos trabalhos acima foram confeccionados pelo artesão Mauro

Essa última peça em destaque é um colar confeccionado com pedras e capim-dourado, que recebi de presente do meu marido Marcos Santos e do meu filho Pedro.


Esse post faz parte da blogagem coletiva Ecological Day que acontece todos os meses no dia 02, hospedado no blog Leaves of Grass de Sônia Mascaró.

O Chá Nosso de Cada Dia

Existem muitas lendas e mitos no que respeita à origem do chá.


A mais conhecida conta que a sua origem remonta desde há 5000 anos, na China, aquando do reinado do Imperador Sheng Nong, um governante justo e competente, amante das artes e da ciência e conhecido como o Curandeiro Divino. O Imperador, preocupado com as epidemias que devastavam o Império do Meio, decretou um edital que exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem.

Certo dia, quando o governador chinês passeava pelos seus jardins, pediu aos seus servidores que lhe fervessem água, enquanto descansava debaixo da sombra de uma árvore. Enquanto esperava que a água arrefece-se, algumas folhas vindas de uns arbustos caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada. O Imperador decidiu provar, surpreendendo-se com o sabor agradável. A partir deste momento ficou adepto do chá, induzindo o seu gosto ao seu povo.

Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas "infalíveis" transferidas pelos mais velhos da família. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. O que pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a danos em órgãos vitais.

Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo em excesso de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região.


"Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos", diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.
Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas.
"Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo".
Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada.
"O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores", explica Alves.

É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro. "É uma loucura. Os "mateiros" descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica", diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas), ligado à fundação.

Conheça algumas das ervas citadas na Cartilha da Fiocruz e Unesp e alguns riscos previstos.

Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais. A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica. Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.

Fonte

Fractal

Com certeza você já viu mas provavelmente não tem idéia do que é exatamente, em termos matemáticos, é claro. Eis a definição.

Podem ser encontrados na natureza, em estruturas vegetais ou animais (cristais, nuvens, sistemas radiculares, etc.) ou podem ser produzidos artificialmente através de um algoritmo matemático; repetem-se à exaustão e parecem sempre diferentes. A geometria fractal sempre produziu formas e desenhos surpreendentes.


O termo foi criado em 1975 por Benoît Mandelbrot, matemático francês nascido na Polônia, que descobriu a geometria fractal na década de 70 do século XX, a partir do adjetivo latino fractus, do verbo frangere, que significa quebrar.

Amplie a foto para ver em detalhe


Um fractal (anteriormente conhecido como curva monstro) é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e independem de escala.




Os fractais são formas geométricas abstratas de uma beleza incrível, com padrões complexos que se repetem infinitamente, mesmo limitados a uma área finita. Mandelbrot, constatou ainda que todas estas formas e padrões, possuíam algumas características comuns e que havia uma curiosa e interessante relação entre estes objetos e aqueles encontrados na natureza.






Um fractal é gerado a partir de uma fórmula matemática, muitas vezes simples, mas que aplicada de forma iterativa, produz resultados fascinantes e impressionantes.

Existem duas categorias de fractais: os geométricos, que repetem continuamente um modelo padrão e os aleatórios, que são feitos através dos computadores.





Clique na imagem abaixo e veja a Galeria de Fractal


Cecília Meireles

Photobucket

Cecíilia Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro e faleceu em 1964. Foi poeta, professora, jornalista e cronista.
Fundou a primeira biblioteca infantil no Brasil. Lecionou na Universidade do Distrito Federal em 1936 e na Universidade do Texas em 1940. Trabalhou no Departamento de imprensa e Propaganda no governo Getúlio Vargas, dirigindo a revista Travel in Brazil (1936).
É considerada por muitos como uma das maiores poetisas da Língua Portuguesa.
Em 1993 foi atribuído o Prêmio Camões a Cecília Meireles.
Fonte: Poetas

Sua obra é extensa e muito admirada por adultos e crianças. Dentre tantas, escolhi a música "Canteiros" com letra baseada no poema "Marcha"de Cecília, interpretada por Fagner, como contribuição para a coletiva "Hoje é Dia de Cecília", idealizada por Leonor Cordeiro e hospedada no blog "Na Dança das Palavras..."





Para participar ou conhecer outras publicações dessa blogagem clique aqui

Caipirinha

Governo ensina fazer caipirinha em Diário Oficial

Como assim? Será que é uma publicação para ser colocada em DO?

Para quem não sabe a Caipirinha tem critérios definidos na legislação, no Decreto nº 4.851, de 2003, o parágrafo 4 dizendo o seguinte:
Caipirinha é a bebida típica brasileira, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida exclusivamente com cachaça, acrescida de limão e açúcar.
O Ministério da Agricultura resolveu ensinar aos apreciadores de bebidas alcoólicas a preparar uma autêntica caipirinha, bebida feita à base de cachaça, limão e açúcar, e que é capaz de alegrar até os mais preocupados com os rumos da economia brasileira em tempos de crise mundial.

Para o Ministério, não basta misturar os três ingredientes aleatoriamente. É preciso ter critérios, como deixa claro o artigo 4º da Instrução Normativa (IN) 55, publicado em Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Reinhold Stephanes.

Para o ministério, só será definida como caipirinha "a bebida preparada por meio de processo tecnológico adequado que assegure a sua apresentação e conservação até o momento do consumo".

Também foram detalhadas as características de cada um dos ingredientes. "O açúcar aqui permitido é a sacarose - açúcar cristal ou refinado -, que poderá ser substituída total ou parcialmente por açúcar invertido e glicose, em quantidade não superior a cento e cinqüenta gramas por litro e não inferior a dez gramas por litro, não podendo ser substituída por edulcorantes sintéticos ou naturais", ensina o governo.

O limão utilizado poderá ser adicionado na forma desidratada e deverá estar presente na proporção mínima de um por cento de suco de limão, lembra a IN. Mas não vale qualquer limão: "com no mínimo cinco por cento de acidez titulável em ácido cítrico, expressa em gramas por cem gramas". Para aqueles que não têm o hábito de consumir caipirinha, o governo abre a brecha para um refresco. "Ingrediente opcional - água".

Ainda segundo o ministério, a bebida alcoólica e não alcoólica utilizada na elaboração da batida deverá atender ao seu respectivo padrão de identidade e qualidade definido na legislação vigente.

Fonte

Portanto, se você prepara sua Caipirinha fora desses critérios normativos, não é a Caipirinha Brasileiríssima e sim uma bebida Cover. Aqui a coisa é muito séria, estão pensando o quê?

O Perfume

A clássica cena de Al Pacino dançando "Por una Cabeza", tango de Carlos Gardel, no filme Perfume de Mulher - 1992




A menção da palavra “perfume” normalmente acende no fundo dos nossos pensamentos um canhão de luz sobre um estereótipo: “um pequeno frasco, quase sempre de uso feminino”. Tudo bem, muitas mulheres e homens têm frascos de perfumes entre seus objetos de cuidado pessoal. Mas existem muito mais que mistérios e sedução nessa nuvem invisível que chamamos de perfume.




Percebemos o perfume pelo olfato, ao qual, na verdade, prestamos muito pouca atenção em relação aos nossos outros sentidos. Talvez em função da vida que temos hoje, os estímulos visuais e sonoros parecem concorrer de modo mais intenso. Mas nem por isso o olfato é um sentido de menor importância e suas implicações podem se estender da economia à psicologia.

O ser humano é capaz de perceber mais de 10 mil diferentes odores, cada qual definido por uma estrutura química diferente. Mas como reconhecemos os cheiros? Segundo Sérgio Inglez de Sousa, que publicou quatro livros e tem quase 40 anos de experiência no assunto, o aroma está intimamente ligado à história de vida de cada um.


Cleópatra, última rainha do Egito, representa o símbolo da sedução com seus rituais perfumados. Além de conquistar o coração do general romano Marco Antônio, conseguiu dele a promessa de uma aliança com Roma. Ao que parece, ela era muito mais atraente do que propriamente bonita, e sabia, acima de tudo, como perfumar-se.


Você sabia que ao borrifar o seu perfume preferido todas as manhãs, você injeta alguns centavos num mercado que movimentou R$ 18,2 bilhões no Brasil em 2006; um montante bastante razoável que garantiu ao país o terceiro lugar mundial no consumo de cosméticos. A vaidade brasileira perde apenas para os super-ricos mercados norte-americano e japonês e deixou para trás no ano passado a França, meca da perfumaria mundial. O Instituto de Pesquisas Euromonitor, que analisa os dados do setor de cosméticos no mundo inteiro, apurou que, enquanto o consumo global de cosméticos cresceu 1,2%, no período, no Brasil as vendas expandiram 26%.

Paralelo ao desenvolvimento do perfume, segue a criação de seu frasco. Em um comércio que lida com os sentidos a embalagem deve ser para os olhos, o que seu conteúdo representa para os narizes. Baseado nisso, o perfumista francês François Coty, no início do século XX cunhou a máxima: “O perfume é a sua embalagem”.

Novos materiais e métodos de produção levaram a um mercado de frascos que movimenta US$ 1 bilhão por ano. Designers especializados tornaram-se profissionais cada vez mais valorizados. Uma criação pode sair em torno de US$ 20 mil. Isso se a obra de arte não for assinada por uma das lendas do ramo como Pierre Dianand, Serge Mansau ou Karim Rashid, aí os preços serão estratosféricos. Graças a esses vultosos investimentos, entrar numa grande loja de perfumes hoje é como visitar uma galeria de arte. Para criar o frasco do Malbec, por exemplo, O Boticário convidou o francês Alain de Mourgue que desenhou uma embalagem que faz lembrar, é claro, uma garrafa de vinho
.


Se o presente da perfumaria brasileira está um mar de rosas, o futuro promete ser um oceano de aromas tropicais. É a aposta da empresa brasileira Natura que tem investido em pesquisas de fontes regionais de essência e já abriu um centro na França para levar o aroma nacional ao país que dita as tendências do setor. Dono de uma biodiversidade gigantesca, o Brasil sempre teve matéria-prima de sobra para a criação dos mais variados cheiros.

Então, agora sabendo que você contribui fortemente com a indústria de cosméticos brasileira, nos conte, qual ou quais são os seus perfumes preferidos?


Fonte: Com Ciência

Casamento e lua de mel no espaço

Hoje é possível contratar casamento e lua de mel no espaço.




Estão à venda passagens para a nave espacial da companhia Virgin Galactic, que oferece pacotes turísticos privados para uma incursão fora do planeta desde 2005. Já vendeu cerca de 350 em todo mundo para uma viagem que deve durar cerca de duas horas e meia. A nave espacial transportará seis passageiros e dois pilotos. O lançamento está previsto para 2010, do Novo México, nos EUA. O custo individual é de US$ 200 mil (pouco mais de R$ 350 mil) por pessoa, conforme reportagem do Yahoo!.

Richard Banson, dono da Virgin Galactic, afirmou ao site que a empresa vem sendo inundada por perguntas de casais que querem ser os primeiros a fazer sexo no espaço. A intenção de muitos é entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes.

No Brasil, a agência Grande São Paulo Turismo (GSPTur) faz a intermediação do negócio. As primeiras aeronaves espaciais - SpaceShipTwo e WhiteKnightTwo - estão em fase final de construção e devem ser entregues ainda nesse ano. As viagens já estão sendo comercializadas para início em 2010, após 18 meses de teste.

Ainda conforme o Yahoo!, a empresa japonesa de eventos First Advantage e a companhia aeroespacial americana Rocketplane abriram reservas desde julho para um serviço que oferece cerimônias de matrimônio no espaço.

Por US$ 2,4 milhões (cerca de R$ 4,2 milhões), no vôo, de uma hora, se realiza o casamento a 100 quilômetros da superfície terrestre, em uma aeronave que combina características de avião e foguete. O casal pode levar outras duas pessoas, além do padre. A empresa oferece um salão especial para os demais convidados, que assistirão ao vivo as imagens da cerimônia. Os primeiros casamentos estão previstos para 2011.

O que você acha da idéia?

Incrivelmente Divino...

CHOCOLATE - O Alimento dos Deuses

"Theobroma", do grego, quer dizer "alimento dos deuses". Este é o nome de batismo do chocolate. O batismo aconteceu em meados do século 18. O padrinho foi Carlos Linnaeus, um botânico sueco que conhecia muito bem a trajetória do chocolate através da história dos povos.

Mas essa história não é da época de Lennaeus. É bem mais antiga. Começou há séculos atrás, com as civilizações asteca e maia, na América Central, mais precisamente onde hoje ficam os territórios do México e da Guatemala.

Lá no México, os astecas cultuavam o deus Quetzalcoatl. Ele personificava a sabedoria e o conhecimento e foi quem lhes deu, entre outras coisas, o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera do céu para o povo as sementes de cacau. Eles festejavam as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos, oferecendo às vítimas taças de chocolate.

Um dia, Quetzalcoatl ficou velho e decidiu abandonar os astecas. Partiu em uma jangada de serpentes para o seu lugar de origem - a Terra do Ouro. Antes de partir, porém, ele prometeu voltar no ano de "um cunho", que ocorria uma vez a cada ciclo de 52 anos no calendário que ele mesmo criara para os astecas.

O CHOCOLATE MAIA

Enquanto isso, por volta de 600 a.C., os maias, que também conheciam o chocolate, estabeleciam as primeiras plantações de cacau em Yucatan e na Guatemala.

Considerados importantes comerciantes na América Central, eles aumentaram mais ainda suas riquezas com as colheitas de cacau. Acontece que em toda aquela região a importância do cacau não residia apenas no fato de que dele se obtinha uma bebida fria e espumante, chamada "tchocolath". O valor do cacau também estava em suas sementes. Elas eram usadas como moeda. Na época, por exemplo, um coelho podia ser comprado com oito sementes e um escravo, por 100.

Até então, o cacau e seu precioso produto, o chocolate, só circulavam pelos rituais, banquetes e o comércio na América Central. Passaram séculos. Em 30 de julho de 1502, o navegador Cristóvão Colombo, achando que tinha descoberto as Índias, baixa âncoras em frente à ilha de Guajano, na América Central. Uma majestosa piroga aborda a caravela de Colombo.

O CHOCOLATE CHEGA À EUROPA

Passaram-se mais dezessete anos. Em 1519, o explorador espanhol Fernão Cortez e seus seiscentos soldados desembarcam no México, pretendendo conquistá-lo. Fazem os preparativos para o combate. Mas, para surpresa geral, o imperador asteca Montezuma e seus súditos os recebem com cordialidade.

Vítimas de sua própria lenda, eles crêem que Cortez é a reencarnação do bondoso deus Quetzalcoatl. Acontece que 1519 coincidia com o ano de "um cunho", no calendário asteca - o ano que Quetzalcoatl prometera voltar.

O povo alegre festeja e o imperador acolhe Cortez com um grande banquete regado com taças de ouro cheias de "tchocolath". Mas a desilusão não tarda a chegar: o suposto Quetzalcoatl, aquele que havia dado o chocolate a seu povo, parecia não o ter bebido antes e nem mesmo gostar dele. É óbvio, o "tchocolath" não era a bebida agradável de hoje. Era bastante amarga e apimentada. As tribos da América Central geralmente o preparavam misturando com vinho ou com um purê de milho fermentado, adicionado com especiarias, pimentão e pimenta.

Naquela época, o chocolate era reservado apenas aos governantes e soldados, pois acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, ele dava força e vigor àqueles que o bebiam.

Cortez, sem dúvida, ficou muito impressionado com a mística que envolvia o chocolate e mais ainda com o seu uso corrente. Assim, com o intuito de gerar riquezas para o tesouro de seu país, ele estabelece uma plantação de cacau para o rei Carlos V, da Espanha. E, como bom negociante, começa a trocar as sementes de cacau por ouro, um metal indiferente àqueles povos. Os espanhóis aos poucos se acostumavam com o chocolate e, para atenuar o seu amargor, diminuíam a proporção de especiarias e o adoçavam com mel. Já o rei Carlos V tinha o hábito de tomá-lo com açúcar.


Um ano depois, Cortez responde com traição a acolhida que recebera do povo asteca. Prende o imperador Montezuma atrás das grades e invade suas terras. Tanto Montezuma quanto seu sucessor são assassinados pelas tropas de Cortez e o México passa a ser colônia espanhola, permanecendo nesta situação por trezentos anos.

Os espanhóis tentam esconder a receita

Rapidamente, o chocolate se espalha entre a família real e os nobres da corte espanhola. Cortez levara para a Espanha todo o conhecimento daquelas tribos primitivas de como lidar com o cacau e preparar o chocolate.

Sabia como colher, retirar as sementes dos frutos e depois espalhá-las ao sol para fermentar e secar. Sabia também que elas deviam ser assadas sobre o fogo e depois esmagadas em uma gamela de pedra, até se obter uma pasta aromática, a qual era misturada com água para se chegar à bebida.

Na Espanha, as cozinhas dos mosteiros serviam como local de experiência para o aprimoramento do chocolate e a criação de novas receitas. Os monges aperfeiçoaram o sistema de torrefação e a moenda do chocolate, transformando-o em barras e tabletes para serem dissolvidos em água quente, como era apreciado nos salões aristocráticos.

Durante todo o século XVI, porém, os espanhóis conservaram para si esta preciosa iguaria, não querendo compartilhá-la com outros países. No entanto, seus planos foram por água abaixo em meados do século XVII, quando começaram a vazar as primeiras informações sobre o chocolate. Os viajantes vinham a Madri e o bebericavam.


Os monges davam-no para provar aos visitantes de outros países. Os marinheiros, como ouviam falar dele, ao capturar uma fragata espanhola desembarcavam as sementes de cacau e as levavam às suas terras. Rapidamente, espalham-se plantações de cacau pela Europa, América do Sul e Índias. O chocolate se converte em bebida universal.

A RAINHA GULOSA

O casamento, em 25 de outubro de 1615, do rei Luís XIII, da França, com a infanta da Espanha, Ana da Áustria, sela a conquista do chocolate na França. A pequena rainha, de apenas 14 anos, adorava chocolate e trouxera da Espanha tudo o que era necessário à sua preparação.

E os cortesãos, para ganhar a sua simpatia, adotaram a sua bebida preferida. Ela passou a fazer parte da corte. Tanto é verdade que um dos convites mais requisitados em Paris era "para o chocolate de Sua Alteza Real".

Já em 1657, surge em Londres a primeira loja de chocolate. Em 1660, o filhode Ana da Áustria, Luís XIV, que subira ao trono, casa-se com outra princesa espanhola, Maria Teresa. Esta segunda união ibérica acaba firmando de vez o domínio de chocolate na França. A corte comentava que Maria Teresa, uma esposa devotada, tinha duas paixões: o rei e o chocolate.

Enquanto a monarquia solidificava o hábito de consumir chocolate na França, outros países também começavam a se interessar por ele e a procurar pela sua própria fonte de suprimento. O governo espanhol mantivera o comércio de chocolate fechado até o século XVI. E, para sustentar o seu monopólio, estabelecera taxas pesadas de importação, de forma que ele permanecesse ainda durante muito tempo uma bebida apenas das classes privilegiadas. Como se não bastasse, os estoques de sementes de cacau da Espanha eram limitados.
A França, por exemplo, muito interessada em suprir seu consumo, começou a cultivar cacau em sua ilha nas Índias Ocidentais, a Martinica. Enquanto isso, ele era introduzido nas ilhas de Jamaica, Trinidade e São Domingos. Mais tarde, chegava às Filipinas e outras regiões da Ásia.


A DEMOCRATIZAÇÃO DO CHOCOLATE

Na virada do século 17, rivalizando com os cafés, começam a aparecer em Londres as casas de chocolate. Elas o tornam uma artigo relativamente democrático na Inglaterra. As casas oferecem comida e bebida, além de jogos de carta e dados.

Também há muita conversa. Conversa sobre tudo: da poesia à fofoca, da política aos negócios. As casa de chocolate londrinas se transformam no centro da vida social gregária. Abrem-se casas de chocolate na Bélgica, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria. A Europa cheirava a chocolate.

Em 1765, um médico, James Barker de Dorchester, se associa a um fabricante de chocolate recém-chegado da Irlanda, John Honnon, e funda a primeira fábrica de chocolate dos EUA: a Companhia Barker. Naquela época, o chocolate já podia ser consumido temperado com cravo ou almíscar, dissolvido em vinho ou leite quente e adoçado com açúcar. Ele começa a ser aperfeiçoado e surgem novidades.

Em 1828, o químico holandês Coenraad van Houten inventa uma prensa de parafuso que permite obter o pó do chocolate. Começa também a ser comercializada a manteiga de cacau. A firma inglesa Bristol, Fly & Bons, em 1847, introduz o chocolate comestível. Em 1819, François Louis Cailler abre a primeira fábrica de chocolates suíços. Sete anos depois, em 1826, Philipp Suchard começa a fazer chocolate misturado com avelãs moídas. Em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé inventaram o chocolate ao leite.

Ele estava sendo aprimorado. Cada vez ficava melhor: mais macio, saboroso e cheio de ingredientes. A fabricação de chocolate, que começara em pequenas oficinas com simples equipamentos, se tornara um negócios de corporações e filiais internacionais. A industrialização exigia urgente expansão das lavouras de cacau.

Todos trataram de plantar. Os belgas no Congo. Os holandeses no Ceilão, Java, Sumatra e Timor. Os ingleses nas Índias Ocidentais. Os alemães em Camarões e os franceses, além da Martinica, também em Madagascar. Os portugueses, já firmemente no controle do Brasil, plantaram seus cacaueiros em São Tomé e Príncipe, duas ilhas na costa oeste da África.


OS SOLDADOS NÃO RESISTIAM

Em 1914 estoura a Primeira Guerra Mundial, determinando o fim da expansão das indústrias chocolateiras. São feitas restrições às exportações do produto. Tabletes de chocolate passam a fazer parte da ração de emergência dos soldados americanos em serviço, mas a experiência não dá muito resultado.

Para cumprir o papel de ração de emergência, o chocolate era demasiado irresistível para ser guardado sem ser comido. Afinal, ele fora aprimorado para se tornar o mais saboroso possível. Os soldados raramente guardavam seus tabletes para uma crise futura. Eles os devoravam rapidamente ao menor sinal de fome.

Mas, em 1934, o capitão Paul P. Logan inventa uma fórmula de ração à base de chocolate, muito energética e, o mais importante: pouco atrativa ao paladar. Era uma mistura de chocolate, açúcar, leite em pó desnatado, manteiga de cacau, vanilina, aveia e vitamina B1. Em 1938, ela é batizada de "Ração D". No ano seguinte eclode a Segunda Guerra Mundial.

A Companhia Hershey, importante fabricante nos EUA, recebe uma tarefa especial no exército americano: desenvolver uma nova ração de chocolate que sustentasse os soldados no caso de falta total de alimentos, e que pudesse ser carregada em seus bolsos, sem derreter.

De fato, a indústria Hershey alcança o intento: produz um tablete resistente, que além de chocolate possuía outros ingredientes nutritivos, possibilitando uma dieta substanciosa de cerca de 600 calorias, tornando-se a nova "Ração D".

Enquanto durou a guerra, a Hershey produziu meio milhão de tabletes por dia. A companhia, do industrial Milton Hershey, chegou a receber o prêmio "Army Navy E" por suas contribuições civis com a "Ração D" durante a Segunda Guerra.

O chocolate circulava por todas as partes: nas frentes de batalha e dentro dos lares. Talvez ele não fosse mais considerado como um alimento universal e afrodisíaco, como na época dos astecas, mas era recomendado como um fortificante incomparável na reposição de energia.

Em 1945, finda a guerra e com ela as barreiras ao desenvolvimento das indústrias chocolateiras. Os fabricantes, libertos dos racionamentos impostos pela guerra e das restrições feitas às exportações, aumentam suas produções. Em breve, o chocolate se tornaria um dos produtos mais populares em todo o mundo.

O CACAU CHEGA AO BRASIL

Alguns estudiosos admitem que 1665 foi o ano da primeira tentativa de implantar a cultura cacaueira na Bahia. O correto, no entanto, é 1746. Neste ano, o colono francês Louis Frederic Warneaux trouxe sementes do Pará e as plantou na fazenda Cubículo, à margem direita do rio Pardo, na capitania de São Jorge de Ilhéus, hoje município de Canasvieiras.

As condições climáticas, a topografia e o solo baiano eram propícios à cultura do cacau, por esta razão, a região de Ilhéus acabou se tornando uma poderosa produtora.

A lavoura cacaueira começa a se expandir na Bahia. Essa expansão, porém, se processa através de lutas violentas, que se prolongam até as primeiras décadas do século 20. Os latifúndios são invadidos e há muitas aquisições ilícitas de terras. As oligarquias desaparecem e os latifúndios, por motivo de herança ou econômicos, se dividem em fazendas organizadas a partir da revolução de 1930.

Em 1931, um marco no desenvolvimento da cultura: cria-se o Instituto de Cacau da Bahia. Em março de 1941, ele é transformado em autarquia. Em 1957 institui-se a Comissão Executiva do Plano de Recuperação Econômico-Rural da Lavoura Cacaueira (Ceplac), com seu Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) e seu Departamento de Extensão (Depex).


A partir de 1954 instalam-se no Estado de São Paulo as primeiras plantações. O Instituto Agronômico do Estado, em Campinas, mantém fazendas experimentais com produções de até 6 kg de sementes por planta. Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rondônia e Mato Grosso são os estados brasileiros que produzem cacau. Hoje, o Brasil ocupa a posição de sexto maior produtor mundial de cacau.


A História da Páscoa

Muito antes de ser uma festa judaica ou cristã, o que se celebrava no momento da Páscoa era o anúncio do fim do Inverno e a chegada da Primavera no hemisfério Norte. Para os antigos, festejar a Primavera (tal como a Páscoa) sempre representou a alegria da passagem de um tempo escuro e triste para um mundo iluminado, de vida nova na Natureza. Era uma espécie de renascer.

Nesta estação do ano, os antigos povos pagãos europeus homenageavam Ostera, ou Esther (em inglês, Easter quer dizer Páscoa, e em alemão é Oster). Ostera era a Deusa da Primavera, que segurava um ovo na mão. A deusa e o ovo eram símbolos da chegada de uma nova vida. Ostera equivale, na mitologia grega, a Perséfone. Na mitologia romana, era Ceres. O nome feminino Ester também se origina daí.

A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, a chamada "Páscoa Judaica", que começou a celebrar-se há cerca de 3500 anos, quando os hebreus, pelas mãos de Moisés, iniciaram o "êxodo" (a viagem de libertação do seu povo de 400 anos de escravidão no Egito e a passagem através do Mar Vermelho). Comemoravam, assim, a passagem da escravidão para a libertação. Livres, eles passaram a formar um povo com uma religião e um destino comuns. É com o sentido de libertação e vida nova que, até hoje, os judeus celebram esta festa. A comemoração inclui (entre outras coisas) uma refeição, o Seder, onde se come o Cordeiro Pascal, pão sem fermento, ervas amargas e muito vinho.


Os cristãos também comemoram a Páscoa. No entanto, o significado da festividade é diferente no cristianismo. Nela, celebra-se a ressurreição de Jesus Cristo que, segundo a Bíblia, ocorreu três dias depois da sua crucificação. Ela é a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu nos primeiros anos do cristianismo. Ainda que todos os domingos do ano sejam destinados pelas igrejas cristãs de todo o mundo à celebração da ressurreição de Cristo (o que é feito por meio da eucaristia), no domingo de Páscoa, esse acontecimento ganha destaque, já que se festeja uma espécie de aniversário da ressurreição.



História do Coelho e dos Ovos de Páscoa

Na Páscoa cristã e judaica, existem símbolos comuns: o cordeiro sem ossos quebrados e seu sangue, marcando o povo para uma nova realidade de mudança e libertação. Cristo é o cordeiro imolado que salva a humanidade com seu sangue e o evangelista insiste em dizer que, na cruz, nenhum osso lhe foi quebrado.

Esses mesmos símbolos são utilizados em tribos de beduínos, nômades, pastores de ovelhas que vivem no deserto ao norte do Iraque: um rito da vida, correspondendo à Páscoa de cristãos e judeus que é celebrado na primeira lua cheia da primavera. Na realidade, esses beduínos árabes têm a mesma origem dos judeus em Abrãao e essas semelhanças comprovam a autenticidade e a Antigüidade de ambas as tradições.

O Coelho

O coelho da Páscoa representa a periodicidade humana e lunar, a fertilidade e o renascimento da vida. No Egito Antigo, a lebre era o símbolo da fertilidade e a reprodução constante da vida. Por serem animais com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.

Para alguns povos, também, simboliza a Lua, que determina o dia da Páscoa no antigo Egito. Na Europa, o coelho representa o renascimento da vida, pois, como já assinalamos, a Páscoa européia coincide com o início da primavera. É a época em que a neve derrete, a vida ressurge e os coelhos deixam suas tocas após a hibernação do inverno.

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. Até o começo do século, o coelho não era conhecido como símbolo da Páscoa no Brasil, isto só aconteceu a partir de 1913 com a vinda dos imigrantes alemães, que introduziram o costume no Sul do país.

O Ovo

Outro povo que há milênios comemora a Páscoa como uma festa de prenúncio da primavera é o chinês, que seria também o criador do costume de se dar ovos como presente de Páscoa, significando, desse modo, a renovação da vida. Mas, como em relação à Páscoa várias são as explicações e lendas, há também quem afirme ter surgido o costume de se dar ovos entre egípcios e entre os povos teutônicos - povos germânicos da região do Báltico.

De qualquer forma, essa tradição atravessou séculos e o ovo passou a simbolizar a Páscoa, como a origem da vida e do homem. Para os povos ocidentais (esta é uma das versões mais aceitas), o costume dos ovos de Páscoa teria sido trazido por missionários que visitaram a China, onde há muitos séculos já existia o hábito de se presentear os amigos com os ovos cozidos e coloridos, na Festa da Primavera do Hemisfério Norte, exatamente na época em que se comemora a Páscoa. Os ovos eram enfeitados, a partir do cozimento com ervas que soltavam tintas fortes, entre as quais a fruta do tojo (que lhes dava uma cor amarelada), a beterraba e a casca da cebola.

Enfim, o Chocolate

Daí, na Idade Média, o ovo enfeitado, como um presente da Páscoa, juntamente com a imagem do coelhinho (representando a fertilidade), passou a simbolizar a própria data em si. E o hábito de confeitar os ovos de galinha ou pata logo evoluiu para os ovos de chocolate. No século XVIII, a Igreja adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo, santificando um costume originalmente pagão. Também na Era Georgiana, a arte da decoração dos ovos alcançou seu momento máximo, com reis e rainhas adotando como passatempo as coleções de ovos de ouro e de pedras preciosas.

Na evolução do costume de se presentear na Páscoa com ovos, durante algum tempo eles foram feitos de açúcar e enfeitados. Até que em 1828, mais ou menos quando começa a se desenvolver a indústria do chocolate, nasce o moderno ovo de Páscoa. Os primeiros eram de chocolate escuro, recheados, mas bastante simples. A evolução rápida e o refinamento atingem o auge nas décadas de 1830 e 40, quando os ovos chegam a alcançar tamanhos gigantescos e são super decorados. Já aí, à tradição da Páscoa está aliado um novo elemento, o chocolate, como fonte de alimento de alto valor nutritivo e energético, por conter hidratos de carbono, gorduras, proteínas, sais minerais e vitaminas.

Vale recordar que, no Hemisfério Norte, a celebração pascoalina ocorre em época geralmente bastante fria (o que justifica o maior consumo do chocolate), pois coincide com o final do inverno e o início da Primavera - esta mesmo a estação em que a Terra se despe da camada de neve e "volta à vida", reiniciando também um novo ciclo na Natureza.

Com o desenvolvimento da técnica industrial, os ovos de Páscoa passaram a ter uma produção padronizada e colocaram-se ao alcance de todas as famílias. Nesta época do ano não há quem não possa cumprir a tradição de presentear com os ovos de Páscoa, hoje em dia encontrados em tamanhos que vão desde os de quase cinco quilos até os pequenos, de apenas poucos gramas.

COLOMBA OU POMBA PASCAL

De origem italiana, a colomba é bem semelhante ao panetone de Natal, mas com o formato de uma pomba, que representa a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos quando Cristo ressuscita. Além do que a pomba é também um símbolo da almejada paz.

Fonte: Revista Ciência Hoje
Novo Milênio

Na faixa ao lado, confira duas dicas do "Chef Alecrim" para sua sobremesa de Páscoa.

Photobucket

Denise BC

O Povo dos Sambaquis

Sambaqui: do tupi tamba'kï; literalmente "monte de conchas"



SAMBAQUIS é o nome que foi dado à sítios pré-hitóricos formados pela acumulação de conchas e moluscos, ossos humanos e de animais, que foram descobertos em várias regiões do Brasil, mas principalmente no Sul.

Os sambaquis nos provam a existência de comunidades de caçadores e coletores, os quais, consumiam os moluscos, para depois amontoar suas cascas para morar sobre elas, já que constituíam um lugar alto e seco.

No interior dos sambaquis foram encontrados vestígios de fogueiras, instrumentos cortantes, amoladores, restos de mamíferos, além de ossos de peixes, répteis e baleias.

Sabe-se, portanto, que este povo, que viveu há mais de 1.500 anos atrás, já produzia machados de pedra polida, ornamentos de conchas, instrumentos feitos de ossos de animais e zoólitos ou pequenas peças esculpidas em pedra representando animais.

Foram ainda encontradas ossadas humanas, depositadas com seus pertences, o que nos leva a acreditar que os sambaquis também eram usados como Monumentos Funerários.

Ocupação após ocupação, passou-se milênios, o que fez com que os amontoados de moluscos alcançassem alturas fantásticas. O Estado de Santa Catarina possui o maior sambaquis do mundo, espalhados pelo seu litoral, de norte a sul. Esses sambaquis chegaram a ter centenas de metros de extensão por 25 metros de altura e idade aproximada de 5.000 anos.

O povo dos sambaquis ignoravam a olaria, a agricultura, a domesticação normal de qualquer espécie, mesmo o cão, que os índios atuais conhecem. Vivia principalmente da pesca e da apanha, e muito pouco da caça. Não possuindo instrumentos mais potentes de arremesso, talvez nem mesmo o arco e a flecha, a caça de animais grandes, como o tapir, a onça, certamente por meio de armadilha.

Como o alimento era muito abundante no litoral, esse povo não precisava ficar se deslocando como os do interior. Só deveriam ter o cuidado de escolherem lugares elevados, próximos da praia, onde tivessem também alguma fonte de água doce e daí estabeleciam-se por anos, ou até séculos.

Entre as características físicas mais marcantes deste povo está nas diferentes alturas dos esqueletos de homens, com uma média de 1,60m, e de mulheres, com 1,50m, ambos vivendo 30 a 35 anos em média.

O tórax e membros superiores bem desenvolvidos levam a crer que os indivíduos eram bons nadadores e provavelmente remadores de canoas. Tal suposição é apoiada também pela presença de restos de peixes de espécies como a garoupa e miragaia, típicas de regiões mais profundas e com pedras que, para serem capturadas, exigiria que o pescador se deslocasse da beira da praia.

Outra característica importante é o desgaste de algumas regiões da arcada dentária, que aponta o costume deste povo consumir alimentos duros e abrasivos.

Apesar do número de sambaquis existentes no Brasil não ser consenso entre os arqueólogos, é possível que possam passar de mil, com idades que variam de 1,5 mil a 8 mil anos, sendo que a maioria tem cerca de 4 mil anos.

Fonte: Rosa Nevolpatto



SAMBAQUIS
Poema de Antonio Miranda

(a partir da exposição ANTES - HISTÓRIAS DA PRÉ-HISTÓRIA- do Centro Cultural Banco do Brasil)

Que povos soterrados
que línguas extintas
que marcas imanentes
povoam as cavernas
de paredes ardentes
de fogo e vivência
nos vestígios rupestres
em São Raimundo Nonato?

Que vozes ressoam
com os ventos passantes entre ruínas reluzentes
de nossos antepassados
na Serra da Capivara?

Que nos revelam
as cerâmicas silentes
dos povos marajoaras
desaparecidos, ausentes?

Verdadeiramente
de onde vieram?
De muitas partes
certamente.
Quando? Por onde?

De períodos remotos
por caminhos ignotos.
De quem eram as ossadas
sepultadas em urnas funerárias
em sambaquis enterrados?

Que relações com povos andinos
com civilizações asiáticas
com homens pré-históricos?

Que palavras permaneceram
daquelas línguas isoladas
esquecidas, deformadas
pelo tempo ou dizimadas
pela civilização?

Que dizem as pinturas
e figuras das cariátides
de Santarém?
Que cerimônias ensejavam?

Que pensavam e sonhavam
que costumes havia
como sobrevivia no cotidiano
o homem destas paragens
dez, dez mil, trinta mil
anos atrás?

Que história haveria
na pré-história
e que desvenda
a sua arqueologia?

Cabral surpreendeu-se com ossos
nos lábios dos indígenas – os tambetás-
sem entender as origens
e nenhum significado.
E os muiraquitãs zoomorfos
a que serviam?

Que Champollion haverá de decifrar
os hieroglifos
da pedra lascada do Ingá?

Que mitos, que ritos
revelam os grafismos
e antropomorfismos de Maracá?


Que imagens ainda guardamos
nas faces errantes
que traços antigos
sobrevivem na gente?

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin

Nosso Planeta em Números

Adorei a Visita - Volte Sempre!
Photobucket

msn spaces tracking